Webdesign

Conteúdo é REI! Sim, mas talvez em breve seja destronado pela contextualização. Pelo menos no que aos dispositivos móveis diz respeito, a contextualização ganha mais relevância face ao conteúdo puro e duro.

É já bem aceite e bem visto que dispositivos como telefones ou relógios inteligentes apresentem conteúdo relevante aos seus utilizadores, por exemplo o tempo ou o trânsito é apresentado nestes dispositivos baseado na nossa localização atual, até aqui tudo normal.

O próximo grande passo será estes mesmos dispositivos apresentarem o conteúdo correto no contexto correto. Por exemplo, ao viajar de carro para uma maior eficiência quer relógio, quer telemóvel precisam de comunicar entre si e com o sistema do carro para garantir que não estão os três a realizar a mesma tarefa. Assim num mundo ideal, uma das tecnologias deveria providênciar informação de navegação enquanto outra nos dava informação sobre os melhores locais para estacionar e ainda uma terceira que comunica-se com o restaurante alertando que estamos a estacionar e a chegar em cinco minutos. Este conceito é o que se entende aqui por “contexto” e o porquê da sua relevância quanto ao conteúdo e resultante experiência de utilizador.

Design contextualizado é uma evolução clara da web 2.0, responsive design, mobile-first e content-first, são claros indicadores que atingimos um novo nivel de desenvolvimento de design.

Como resultado da necessidade do melhoramento do funciomanto da tecnologia neste novo contexto de consumo assistimos agora a um grande alvoroço em torno da contextualização de conteúdos.

O design contextualizado é uma evolução clara da web2.0, responsive design, mobile-first e content-first, são claros indicadores que atingimos um novo nivel de desenvolvimento de design e o rápido desenvolvimento e adaptação a um elevado número de dispositivos e constante evolução de comportamento e consumo.

O resultado final deverá ser o desenvolvimento de uma rede de smart devices à volta do individuo, constantemente a recolher e analisar informação, quase como um pequeno ecosistema personalizado. À medida que este ecosistema se desenvolve, também o seu impacto em como interpretamos e compreendemos a interação com os ambientes desenhados. Resumindo, quando mudam as expectativas do individuo também os acontecimentos em cada canal digital deverão mudar. De acordo com os estudos sabemos que cerca de 45% dos utilizadores de smartphones ponderam a aquisição de um dispositvo personalizado por exemplo um smartwatch, nos próximos 12 meses, demonstrando claramente o inicio de uma grande mudança nas tecnologias e forma de interagir com estas.

Assim a ideia de um meio consitente adaptável a todos os canais deixa de ser relevante, sendo que cada um deverá ter o papel natural a desempenhar neste novo ecossistema, alteramos as expectativas de responsive design para contextual design.

O que podemos esperar no futuro? Os websites serão cada vez mais galerias ou bibliotecas online que permitem aos consumidores parar, guardar ou consultar toda a informação disponivel de acordo com as suas preferências e ou necessidades. Tarefas comuns como pagamento de contas, compras ou ver o tempo podem ser tarefas automatizadas e cumpridas pelos dispositivos, sendo que estas tarefas deixarão de necessitar da existência de websites, sendo o design digital deve também refletir estas mudanças.

Até onde podemos ir? Bem básicamente não há limites, podemos assistir ao desenvolvimento em diversas direcções, sendo que em primeiro lugar estará a relação de próximidade entre utilizador e dispositivos capazes de aprender e adaptar, antecipando estados de espirito e necessidades, criando padroes de comportamento e rotinas diarias. A alternativa é menos óbvia mas ao invés de assistirmos à criação de estruturas invisiveis que interligam o mundo real a um mundo digital de sensores, emissores e servidores escondidos.

Qualquer que seja a direcção é claro que a tecnologia e os dispositivos serão cada vez mais sofisticados e com capacidade de responder cada vez mais às nossas necessidades enquanto utilizadores, alterando consequentemente o design e forma de pensar neste. O resultado? Um conjunto de dispositivos e pontos de acesso dispersos por todo o lado, sistemas e serviços digitais capazes de desenvolver personalidade e utilizar os dados sobre as nossas necessidades apresentando informação personalizada e contextualizada.

Futurista? Talvez, mas também o iPhone o era em 2000!